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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dicas...

Você conhece os projetos complementares de arquitetura? Não? Então ai vai algumas dicas para você não se perder na obra!

Vamos começar com o projeto de iluminação:

A luz, como meio óptico, é fundamental na criação de efeitos particulares e deve ser explorada como diferencial no projeto de interiores. A quantidade e o tipo de luz incidente sob uma superfície colorida têm influência direta no modo como vemos e sentimos as cores, e podem alterar consideravelmente sua tonalidade.
A tendência atual da iluminação de interiores e exteriores considera a luz como elemento compositivo, que cria cenários e atmosferas. Deve ser flexível e adaptada às diferentes necessidades de um espaço.
Ao pensar no design da iluminação de um determinado ambiente ou casa, tenha em mente os seguintes aspectos:
1. Que atividades e tarefas serão desenvolvidas em cada ambiente e quais os requisitos básicos necessários para cada uma delas? Um mesmo tipo de iluminação é suficiente para todas elas ou serão necessários diferentes modelos e comandos?
2. Qual a idade das pessoas que ocuparão os ambientes?
3. Como é a iluminação natural e o que é preciso fazer parar melhorá-la?
4. Algum detalhe construtivo deve ser ressaltado ou ocultado?
5. Qual a atmosfera desejada para o ambiente?
6. Que cores e materiais serão utilizados?(Lembre-se de que eles afetarão diretamente a reflexão da luz.)
7. Onde devem ser posicionados os interruptores e as tomadas para maior praticidade e conforto?
8. As luminárias também devem ser decorativas?

O calculo correto de um projeto de iluminação perfeito é bastante complexo e demorado, pois tem vários componentes e fatores. Mas você pode considerar uma potência média por metro quadrado, dependendo do ambiente em questão, que pode ser aumentada ou diminuída conforme a necessidade. Quanto mais idosos,maior a quantidade de watts por metro quadrado que devemos ter no ambiente. Abaixo, uma pequena relação para você se basear:
• Hall de entrada: 15W/m²
• Corredor: 20W/m² ou 75W a cada 3 metros lineares.
• Salas de estar: 25W/m²
• Dormitórios: 15W/m²
• Closet: 25W/m² ou 100W a cada 3 metros lineares.
• Banheiros/lavabo: 15W/m² mais 100W em cada lateral do espelho.
• Escritório: 20W/m²
• Cozinha: 20W/m²

As escadas devem ser bem iluminadas, permitindo total visualização dos degraus. Coloque interruptores em paralelo no começo e no final da escada.
O hall deve convidar as pessoas a entrar, portanto, crie com a iluminação uma atmosfera acolhedora.
Hoje a iluminação de interiores valoriza a sensação que a luz e não a luminária ou lâmpada que a emite. As luminárias devem ser valorizadas quando exibem um design interessante, são antiguidades ou têm valor sentimental especial.

Fonte:Projetando espaços. Miriam Gurgel. 4ª edição.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Curso de Iluminaçã Natural e Eficiência Energética em Belém de 21/06 à 24/06

Conheça o processo de desenvolvimento de projetos arquitetônicos

Mariane Garcia Unanue e Victor Caixeiro
1) ESTUDO PRELIMINAR
• Conceito inicial
• Programa de necessidades
• Soluções construtivas
2) ANTEPROJETO
• Solução arquitetônica para exigências do cliente, exigências técnicas e estéticas
• Inclui: plantas baixas, cortes, fachadas e maquete.
2.1) PROJETO DE APROVAÇÃO
• Projeto para ser apresentado à Prefeitura Municipal
• Inclui: planta de localização, planta de locação e implantação, plantas baixas, cortes, fachadas, perfis do terreno e planta de cobertura.
3) PROJETO EXECUTIVO
• Detalhamento do Anteprojeto
• Inclui: planta de locação e implantação, plantas baixas, cortes, fachadas, planta de cobertura, vistas internas, planta elétrica, planta de teto e iluminação, planta hidráulica, detalhamento de esquadrias (portas e janelas), especificação de materiais utilizados, detalhe dos telhados, detalhamentos específicos que se fizerem necessários, e detalhamento de equipamentos como churrasqueira, lareira, etc.
1) ESTUDO PRELIMINARPRESSUPOSTO INICIAL
O projeto de arquitetura - seja ele de uma casa, de um restaurante, de uma sede de empresa ou até de um simples móvel - é um trabalho conjunto, resultado de uma parceria entre arquiteto e cliente. Por isso, é importante estabelecer afinidades desde o princípio, conversando abertamente sobre expectativas, gostos e, principalmente, sobre a disponibilidade financeira do cliente.
O arquiteto, por sua vez, deve esclarecer suas premissas de trabalho e apresentar um portfolio e/ou seus projetos já realizados. Fazendo uma entrevista preliminar, o arquiteto conhece melhor quem é seu cliente, como funciona sua vida em termos de hábitos e horários, como é a estrutura de sua família ou de seu espaço de trabalho e quais atividades pretende desenvolver no espaço solicitado. Juntos, cliente e arquiteto definem o escopo dos trabalhos e o programa de necessidades.A partir destes dados, o arquiteto elabora um orçamento para desenvolvimento do projeto. Após a assinatura de um contrato é que, efetivamente, o arquiteto dá início aos trabalhos.
PRIMEIROS CONTATOS
O arquiteto normalmente visita o local onde será instalado o projeto, caso não o tenha feito antes ou durante a entrevista preliminar. Ali, ele vai avaliar o local, verificando as possibilidades de realização do programa de necessidades e fará um levantamento completo do local, medindo e tirando fotos. Em seguida, em seu escritório, ele transfere as informações colhidas para o computador. A partir daí começa o trabalho de criação, quando o arquiteto elabora o conceito com o qual irá trabalhar e quais soluções irá apresentar naquele projeto.
É a fase de ESTUDO PRELIMINAR, onde são feitos os primeiros esboços, chamados croquis, do que será o projeto final. Vale lembrar, que as idéias colocadas no papel são apenas uma síntese do processo de criação do arquiteto, das horas dispendidas em pesquisa, reflexão e estudos para encontrar a melhor solução para aquele projeto. Portanto, não se deve atribuir valor ao número de desenhos apresentados. A maior parte do trabalho do arquiteto é imaterial: são conceitos, idéias e soluções que só se farão sentir realmente a partir do momento em que a obra fica pronta.Estas primeiras idéias são apresentadas ao cliente e, se aprovadas por ele, dá-se início à fase de ANTE-PROJETO.
2) ANTEPROJETO
Nesta fase, os desenhos do estudo preliminar são transformados em desenhos técnicos, com escala e dimensões precisas. Aqui, o arquiteto começa a desenvolver os cortes, fachadas e diversas plantas para poder estudar a viabilidade de cada detalhe do projeto: o tamanho de cada ambiente, sua iluminação, ventilação, sua funcionalidade, etc. Este é o momento em que também é desenvolvido um modelo, ou maquete, para melhor compreensão dos volumes e das proporções da construção. Esta maquete pode ser física, feita em papel, madeira e outros materiais; ou virtual, em modelo tridimensional(3D). Durante o processo de ajuste e de busca de soluções são feitas reuniões com os clientes para que as decisões sejam tomadas em conjunto e que as partes estejam de acordo com as escolhas feitas. Uma vez que todas estas questões estejam resolvidas e aprovadas pelo cliente, é hora de partir para o PROJETO EXECUTIVO.
3) PROJETO EXECUTIVO
É o PROJETO EXECUTIVO que vai possibilitar a execução da obra, daí seu nome. Constam deste projeto os detalhes de execução de cada item, como os acabamentos utilizados, as louças e metais indicados, o sistema construtivo, os tipos de portas e janelas utilizadas, os pontos elétricos e hidráulicos, a estrutura do telhado e sua cobertura, etc.Com este projeto em mãos é possível procurar engenheiros para fazer os cálculos estruturais e de instalações hidro-sanitárias, fazer um orçamento do custo da obra, orçar mão-de-obra em geral e, por fim, elaborar um cronograma de desenvolvimento da obra e de utilização dos recursos financeiros.
O arquiteto é responsável por realizar a compatibilização entre seu projeto e os projetos complementares, como elétrico, hidro-sanitário, estrutural, de automação, sistemas de aquecimento e refrigeração, entre outros.
AO CONTRÁRIO DO QUE SE PENSA, O TRABALHO DO ARQUITETO VAI MUITO ALÉM DA ELABORAÇÃO DE UMA PLANTA BAIXA.
O ARQUITETO É COMO UM MAESTRO REGENDO UMA ORQUESTRA FORMADA POR DIVERSOS PROFISSIONAIS, E A SATISFAÇÃO DO CLIENTE DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DA CONTRATAÇÃO DE UM PROFISSIONAL DE QUALIDADE.
FONTE: http://www.omnistudio.com.br/artigos.php?conteudo=20
 
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